O Poder do Reino

Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens estão seguros. Mas quando alguém mais forte o ataca e vence, tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos. (Lucas 11:21-22).

No reino animal, existe a lei do mais forte, ou seja, o animal dotado de maior força vence o mais fraco. Mas não é somente lá que existe essa lei. Ela é universal e se aplica em outros contextos. Antigamente, quando reinos se enfrentavam em disputas territoriais e de poder, a nação vencedora tornava a vencida uma colônia, escravizando-a e tomando os seus recursos, cobrando-lhe impostos e obediência. As leis e decretos do reino colonizador eram transferidos para a colônia e todos deveriam honrar e respeitar o novo rei. O mais forte domina.

Jesus ensina sobre isso, quando afirma que o homem forte e bem armado guarda a sua casa e os seus bens, ou seja, sobre suas propriedades, ele tem toda autoridade. Mas quando alguém mais forte o ataca e vence, o vencedor tira a armadura do vencido e divide os seus bens. Cristo falava da vinda de um Reino mais poderoso que o reino atual. Esse é forte e bem armado, vence as batalhas e toma o que existe lá. Agora o que vale são as suas leis e a autoridade do novo Rei.

No livro de Jonas, retrata-se o povo de Nínive, uma nação cruel e sanguinária, que praticava maldades contra os outros povos. Os historiadores relatam que eles faziam paredes com peles humanas e costuravam animais vivos em ventres de mulheres grávidas. Nesse livro é descrito que a maldade desse povo chegou ao céu. Deus então enviou o profeta Jonas com a missão de avisar que essa cidade iria ser destruída em quarenta dias se não se arrependesse.

A nação de Nínive tinha a sua própria legislação, que concordava com as barbáries cometidas. Mas os seus decretos e leis foram revogados diante da chegada do Reino de Deus. O Senhor concluiu que as práticas daquele povo eram erradas.  E por ser soberano de um reino superior, não importava a legislação local, pois suas leis divinas eram superiores e o que valia era o que o Senhor dizia. Por isso tinha autoridade de dizer que a cidade seria destruída em alguns dias. O Reino de Deus é superior a todos os reinos, e onde é estabelecido como vencedor suas leis são transferidas, independente do que é praticado lá. O novo Rei é quem determina os decretos e mandamentos.

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No confronto entre israelitas e filisteus, a nação comandada pelo rei Saul era inferior aos seus desafiantes, pois o povo filisteu era composto de grandes guerreiros de alta estatura. Suas vantagens os faziam zombar dos israelitas, e esses se amedrontaram diante do inimigo. Porém, quando Davi chega e juntamente o Espírito Santo, a balança tomba para o outro lado, pois veio carregando o Reino de Deus, que é muito superior ao reino dos filisteus. O poder que existia sobre o jovem era capaz de destruir o seu inimigo e amedrontar todo o exército e seus deuses. Uma simples pessoa cheia do Espírito Santo é mais poderosa que todo o inferno reunido. A autoridade que existe sobre um cristão cheio de Deus amedronta o mais poderoso demônio na terra, ninguém é capaz de vencer alguém que é invencível.

Certo dia, Jesus estava caminhando com os seus discípulos através de plantações. Era um sábado e eles estavam com fome. Então eles adentraram o campo do milharal e colheram espigas que estavam caídas e comeram. Os fariseus, grupo politico-religioso daquele tempo, os criticaram por isso. Eles criticaram não por terem entrada no milharal e colhido espigas, por que isso era lícito fazer Entre as leis de Deus havia uma que eu dizia ser permitido colher as espigas que caíssem no chão. Dizia também que o ceifeiro da plantação deixasse essas espigas para os necessitados comerem, e que ele, cefeiro, somente levasse as que estavam no pé. A crítica feita a Jesus e seus discípulos não era por causa da atitude deles, mas por estarem realizando isso em um sábado, dia sagrado para descanso e culto a Deus.

A visão do sábado para os fariseus era algo distorcido e exagerado. O que eles estavam dizendo não tinha lógica. Jesus rebate, lembrando do episódio de Davi quando estava com fome e pediu no templo algo para comer. Não tinha nada além do Pão da Presença (doze pães apresentados na mesa que ficavam na presença de Deus). Ele e seus soldados comeram desse pão. Mas eles não comeram o que estava em consagração, e sim os que haviam sido retirados da mesa e substituídos por novos. Só aos sacerdotes era permitido consumir desses pães. No entanto, tais pães foram dados aos soldados famintos. As pessoas com fome, que mal seria dar os pães endurecidos aos que estavam com fome? Não teriam mais nenhuma serventia! Assim como os discípulos estavam com fome e comeram milho, qual o problema de comer os milhos no sábado? A religião era mais importante do que alimentar o faminto?

O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? (Isaías 58:6-7).

Para Deus não há nada mais importantes do que as pessoas. A religião é para o homem, e não o contrário. A vontade de Deus é que o bem seja feito acima das outras coisas. Guardar o sábado é importante, mas pôr a lei sabática, de modo absoluto, acima das outras leis de Deus era errado. O Senhor sempre foi a favor da misericórdia, e entre essa e sacrifícios, melhor é ser misericordioso. Os sacrifícios sempre foram atitudes de honra a Deus, uma maneira de respeitar Senhor. Mas eles não eram superiores à obediência e à misericórdia, ou seja, usar os sacrifícios para evitar ser obediente ou ter compaixão de outros era errado. Uma coisa não tampa a outra. Evitar a obediência se esconder por detrás de rituais não era certo. Não ajudar, alegando que estava sacrificando ao Senhor não se justificava. Essas atitudes eram vistas como pecado, pois tentavam burlar a lei visando ao seu bem próprio. Os fariseus seguiam a sua própria lei e interpretaram como queriam as escrituras. Mas essa sua versão não teria valor para Jesus, que vinha com a autoridade do Reino de Deus e suas leis e decretos. As interpretações equivocadas dos sacerdotes daquele tempo não teriam valor algum diante do Rei que estava presente naquele lugar.

Naquele momento chega um homem com um problema na mão. Os fariseus provocam Jesus, perguntando se é certo curar no sábado. E Cristo responde que qualquer um que tivesse um animal de sua propriedade preso nesse dia, iria libertá-lo, ainda mais ele, Jesus, jamais deixaria um aprisionado de Satanás continuar enfermo nesse dia. No mesmo instante, ele cura a mão do doente, que volta ao normal.

Jesus como rei e representante do Reino de Deus, reino superior e que tem autoridade sobre outros reinos independente de onde está, diz: “É permitido fazer o bem no sábado!” Jesus lançava um decreto novo sobre aquele povo, se afirmava que não podia, o rei aprovava essa conduta e decretava a sua lei. Existia sobre Jesus essa autoridade de definir as leis e dizer o que era certo ou não, Jesus representava o reino de Deus e sobre a vida dele existia algo que garantia essa confiança.

Ao verem o ocorrido, os fariseus o difamaram e davam o crédito a Satanás pela cura. Eles acreditavam que somente o príncipe dos demônios poderia operar tal milagre. De fato, o reino de Satanás tinha poder, era superior ao reino dos homens, mas o que ocorreu era para glorificar um reino ainda mais superior. Satanás é o homem forte e bem armado, mas Deus é o mais forte, ele o vence e distribui os seus bens.

“Naquele momento chega um homem com um problema na mão. Os fariseus provocam Jesus, perguntando se é certo curar no sábado. E Cristo responde que qualquer um que tivesse um animal de sua propriedade preso nesse dia, iria libertá-lo, ainda mais ele, Jesus, jamais deixaria um aprisionado de Satanás continuar enfermo nesse dia. No mesmo instante, ele cura a mão do doente, que volta ao normal.”

Quando um homem forte, bem armado, guarda sua casa, seus bens estão seguros. Mas quando alguém mais forte o ataca e vence, tira-lhe a armadura em que confiava e divide os despojos. (Lucas 11:21-22)

Jesus explica que se estivesse operando milagres pelo poder de Satanás, o reino do inimigo de Deus estaria dividido, ou seja, o diabo oprimiria e depois ele mesmo retiraria a opressão, faria adoecer e depois curaria. Sendo assim, tal reino não subsistiria e logo cairia. Tudo aquilo era passível de acontecer por causa do Reino de Deus, que é superior ao reino do mal. Só ele é capaz de retirar a opressão, curar as enfermidades, libertar pessoas quebrando cadeias e prisões. Tudo que o diabo fazia poderia ser desfeito e anulado, pois o novo Rei agora domina esse mundo.

Mas se é pelo Espírito de Deus que eu expulso demônios, então chegou a vocês o Reino de Deus. (Mateus 12:28).

A marca que temos desse reino é o Espírito de Deus. É por Ele que as pessoas têm contato com esse novo reino. Ele carrega em si a autoridade de expulsar demônios e trazer todos os benefícios dos céus para a terra. Todos têm essa autoridade pelo Espírito Santo, o mesmo que habitou em Cristo e que faz morada em pessoas hoje. Ele que proporciona o acesso aos céus e aos seus poderes.

E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. (Romanos 8:9b).

O Espírito de Cristo habita em nós e nos dá o conhecimento de quem somos e de onde viemos, nos conduzindo a viver a adoção daquele que é “o mais forte” e tem autoridade sobre toda a terra.

Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temer, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. (Romanos 8:15).

O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. (Romanos 8:16).

O poder, a autoridade, a fé, a coragem, o amor provém do Espírito Santo. É ele que leva a intrepidez e a força para avançar diante do inimigo, declarando que as leis de Deus são justas exigências e possíveis de serem cumpridas, pois agora o corpo que era morto no pecado ganhou vida através do Espírito. As leis do pecado e da morte foram anuladas e a lei do Espírito de vida liberta e declara um novo tempo… O tempo de agradar a Deus.

Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. (Romanos 8:8).

A carne perde a sua força diante de uma autoridade superior, pois o domínio do reino de Deus revoga a lei do pecado e é capaz de vencer a carne. O corpo físico, porém, pode vencer o espírito enfraquecido. Mas, quando estamos unidos a “alguém mais forte”, a batalha ganha um reforço e o espírito, que outrora era prisioneiro, agora é forte para lutar, pois saímos do domínio da carne e entramos no domínio do Espírito. Assim, por causa da justiça, o homem ganha vida e é declarado Filho de Deus.

 

Trecho do meu livro NA TUA PRESENÇA EM TEU ESPÍRITO

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Moisés Nogueira de Faria
Escritor e Blogueiro

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