O Medo que Impede a Adoração

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Nessa semana ouvi a frase: “O medo impede a adoração”. Fiquei pensando nessa afirmação. O medo, de fato, pode se comparado a uma prisão interna, uma cadeia que limita o ser humano. Medo é um estado emocional, gerado por uma consciência de perigo, ou seja, um problema. É uma ideia de algo ou alguma coisa que ameace a sua vida. O medo lhe faz desacreditar no poder de Deus, o temor daquilo que pode lhe sobrevir e arruinar sua vida futura não dá espaço para o amor do Senhor.

O verdadeiro amor lança fora todo o medo, pois esse remete ao castigo e não é isso que Deus quer em nosso relacionamento. A igreja não atrai as pessoas pelo medo, castigo ou dor, mas pelo amor. O medo é uma construção mental que deve ser destruída, Deus não é medo, Ele é amor.

Quinta passada estava com muita dor de cabeça. Tinha passado a semana toda empenhado em um grande projeto e isso me rendeu uma baita fadiga. Estava cansado, com o corpo dolorido e preocupado com muitas coisas que me ocupavam. Nesse momento de pressão fiz a coisa mais lógica naquele momento… parei tudo e abri a Bíblia. Descentralizei dos meus problemas e viajei em uma das aventuras de Pedro em Atos dos Apóstolos. Contava a história dele visitando Enéas e curando-o, depois ele foi à cidade de Jope para ressuscitar uma moça que tinha acabado de morrer. Ao fim da leitura, senti paz. Já não tinha mais dores e estava bem tranquilo. O poder de Deus tem isso, capacidade de trazer paz e alivio, quando nos achegamos a ele somos abençoados. Um culto a Deus tem poder de gerar transformações maravilhosas em nosso ambiente, mente e futuro, quando nos achegamos a Ele somos recompensados abundantemente. Ele nos atrai com laços de amor, não de medo.

Quando paro para analisar a minha vida e todos os feitos de Deus sobre ela, me alegro muito. Vejo a minha família e alegria que existe em meu lar, vejo as minhas conquistas, o meu trabalho e tudo que tenho vivido. Sou feliz. Às vezes, paro e penso nas promessas grandiosas que ele tem e fico mais feliz ainda: promessas sobre a nossa igreja, sobre o nosso projeto social, sobre a minha empresa e sobre a minha família. Muitas são as promessas Dele e por isso tenho fé em um grande futuro. Mas similarmente ao Pedro quando pisou fora do barco para caminhar sobre as águas, olho para as ondas altas e me dá medo, e isso me faz afundar. Quando olhamos para os perigos que estão por todos os lados e deixamos de olhar para Jesus sentimos medo e isso destrói a nossa adoração a Ele. Nossas promessas são afogadas juntamente com nossa fé quando prestamos atenção aos perigos, o medo é uma prisão e quando deixamos nos aprisionar, nos rendemos e cogitamos o fracasso.

Antigamente tinha medo de altura. Não aguentava ficar a beira de um lugar alto. Quando alguém me perguntava qual era o meu medo, eu respondia: “Tinha medo da parada repentina após a queda”. De fato, o meu medo não era do lugar e nem da queda, mas da dor causada após o impacto final. Não tinha razões para isso, não estava acontecendo de verdade aquilo, a prisão estava na minha mente, era somente uma limitação para mim. O medo em mim deveria e foi vencido.

Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como havia matado todos aqueles profetas à espada. Por isso Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: “Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso amanhã nesta hora eu não faça com a sua vida o que você fez com a deles”. Elias teve medo e fugiu para salvar a vida. Em Berseba de Judá ele deixou o seu servo e entrou no deserto, caminhando um dia. Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. “Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados. ” (1 Reis 19:1-4)

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O profeta Elias decretou a seca na região de Samaria e disse que só voltaria a chover com uma ordem sua, e assim foi. Durante três anos nenhuma gota de chuva caiu na cidade. Por causa disso o povo sofreu e principalmente o rei, os animais morreram e as pessoas sofriam muito. Após esses anos o profeta se apresentou ao rei e fez um desafio entre Deus e Baal, o deus do rei Acabe. Dois altares deveriam ser edificados e quem vencesse seria considerado o verdadeiro Deus. Não deu outra, Elias construiu um altar e o Senhor derramou fogo. O povo adorou a Deus e os profetas de Baal foram mortos.

Elias subiu em um monte e de joelhos esperou a chuva torrencial que aconteceria naquele dia e assim foi. Mas Jezabel, quando ficou sabendo de tudo que acontecera, quis matar Elias, que fugiu para se esconder. Ele teve medo.

O profeta não tinha razões para isso, mas temeu. Ele deixou de acreditar no futuro que Deus tinha pra ele, não confiou no poder do Senhor. Tudo já estava planejado, mas Elias não dava ouvidos para Deus.

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor. Pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais. (Jeremias: 29.11)

Então Deus foi ao seu encontro.

O Senhor lhe disse: “Saia e fique no monte, na presença do Senhor, pois o Senhor vai passar”. Então veio um vento fortíssimo que separou os montes e esmigalhou as rochas diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. E depois do fogo houve o murmúrio de uma brisa suave. Quando Elias ouviu, puxou a capa para cobrir o rosto, saiu e ficou à entrada da caverna. E uma voz lhe perguntou: “O que você está fazendo aqui, Elias? ” (1 Reis 19:11-13)

Primeiro um vento fortíssimo que despedaçou rochas, depois um terremoto, fogo, e por fim, uma brisa suave. Deus mostrou que poderia ser esse vento que destrói e as pessoas teriam medo dele, poderia ser o terremoto e assim ninguém faltaria a um culto, poderia ser fogo e consumir os infiéis, mas ele prefere se apresentar como uma brisa suave.

No tempo do Jardim do Éden, todo final de tarde, Deus visitava Adão. Sua chegava era marcada pela brisa suave. Assim é até hoje, não reconhecemos Deus pela tempestade, terremoto ou fogo temeroso, mas por sua brisa suave e seu amor. O profeta estava com medo e isso impedia o seu verdadeiro relacionamento com o Senhor.

Elias não conseguia ver um futuro favorável, tinha medo da situação e isso lhe fez mistificar um deus mal e sem poder. Deus falou que iria matar todos os seus inimigos e que tudo estava sobre controle, que o profeta não estava sozinho, mas mesmo assim ele não quis escutar. Todos passam por situações iguais a essa: acreditamos estar sozinhos, que o inimigo ira nos destruir e a situação fugiu do controle. Mas a verdade é que nada foge do controle de Deus, o Soberano faz como quer e no momento certo muda o contexto.

Existem muitas pessoas que não se dedicam a um ministério de Deus por medo. Acreditam que aquilo ira destruir a sua vida, que o servir lhe tornará sem recursos e lhe roubará o tempo.

Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mateus 28:18-20)

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Muitas pessoas não se entregam a grande comissão por achar que não poderá fazer mais nada na vida e isso só lhe trará problemas.

As pessoas esquecem as promessas…

Respondeu Jesus: “Digo-lhes a verdade: Ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho, deixará de receber cem vezes mais já no tempo presente casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era futura, a vida eterna. (Marcos 10:29,30)

E as promessas não são somente para nós, mas sobre os nossos descendentes, que todos são beneficiados pelas nossas atitudes presentes. Servir ao Senhor sempre será a nossa melhor escolha. Que os problemas atuais são superados e que o amor de Deus é tudo que precisamos.

O rei Davi falou sobre as promessas de Deus a sua descendência:

E, como se isso não bastasse para ti, ó Deus, tu falaste sobre o futuro da família deste teu servo. Tens me tratado como um homem de grande importância, ó Senhor Deus”. (1 Crônicas 17:17)

Agora, Senhor, que a promessa que fizeste a respeito de teu servo e de sua descendência se confirme para sempre. Faze conforme prometeste, para que tudo se confirme, para que o teu nome seja engrandecido para sempre e os homens digam: ‘O Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, é Deus para Israel! ’ E a descendência de teu servo Davi se manterá firme diante de ti. (1 Crônicas 17:23,24)

Não devemos ter medo de Deus e dos seus planos, eles são bons e servem para o nosso beneficio. Deus é amor, e o que Ele faz conosco é dedicação. Devemos nos entregar por amizade e crer pela fé que bons são os seus planos.

Se desapegue do medo, do receio que tudo acabará mal. O futuro é melhor do que o hoje.

Não diga: “Por que os dias do passado foram melhores que os de hoje?”. Pois não é sábio fazer tais  perguntas. (Eclesiastes 7:10)

 A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até à plena claridade do dia. (Provérbios 4:18)

Os melhores dias da nossa estão por vir, nada do passado se compara com os novos dias que estão chegando. Deus tem planos maravilhosos sobre cada um, não são de causar mal, mas bem e dar a cada um o fim que espera. O plano da salvação é incrível, e devemos todos nos entregar a ele, não nos envergonhando, mas crendo que o amor de Deus alcançará ainda mais pessoas. Todos precisam conhecer o amor de Deus.

Pr. Moisés Nogueira de Faria
Pastor Sênior da Comunidade Casa de Paz

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Moisés Nogueira de Faria
Escritor e Blogueiro

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