QUANDO O “NÃO” QUER DIZER UM “SIM”

QUANDO O "NÃO" QUER DIZER UM "SIM"

QUANDO O “NÃO” QUER DIZER UM “SIM”

Depois ordenou o Senhor a Moisés: “Saia deste lugar, com o povo que você tirou do Egito, e vá para a terra que prometi com juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: Eu a darei a seus descendentes. Mandarei à sua frente um anjo e expulsarei os cananeus, os amorreus, os hititas, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Vão para a terra onde manam leite e mel. Mas eu não irei com vocês, pois vocês são um povo obstinado, e eu poderia destruí-los no caminho”. Êxodo 33:1-3

No capítulo 32 de Êxodo temos o lamentável episódio do Bezerro de Ouro. O povo, sem Moisés, constrói um bezerro de ouro e começa a adora-lo. Por quê? Moisés demorou de descer. O povo achava que o seu líder estava morto, por isso decidiram fazer um ídolo.

Foi 40 dias esperando a volta do profeta. Ele está no monte com Deus recebendo os mandamentos. Foi um tempo de descanso para o povo, eles vieram de uma grande tensão no Egito e de dias caminhando debaixo de um sol causticante. Podemos dizer que foi um tempo para eles refletirem sobre a vida e todos os últimos acontecimentos. Similarmente a nós, eles só tinham que ficar sem fazer nada. O pão caia do céu então não era necessário cultivar, somente descansar.

Por causa disso, no capítulo 33 temos essas palavras de Deus: Vocês podem ir, eu vou cumprir o que prometi, vou mandar um anjo a sua frente, vai dar tudo certo. Mas eu não vou mais com vocês. Nossa caminhada juntos acaba por aqui.

O que você faria em tão situação? Uma vida sem Deus é morte certa. Eles poderiam chegar à terra prometida, mas como poderiam viver sem a Presença de Deus? Como reagiria a um pedido de desquite de Deus assim? Aceitaria? Nitidamente era um “não” de Deus para aquele povo.

O povo estava vivendo um tempo impar em sua história. Estavam em plena crise econômica, de alimentos, de água, politica, de saúde e psicológica. Deserto significa impossibilidade.

QUANDO O "NÃO" QUER DIZER UM "SIM"

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A CURVA

Para tentar explicar o que aconteceu com eles naquele tempo e o que está acontecendo conosco (período de pandemia) podemos exemplificar como um “retorno em uma autoestrada”.

Entramos em celeridade no retorno e já desaceleramos. Diminuímos ao máximo, sem chegar ao ponto de parar. Fazemos a curva devagar e quando entramos na zona de aceleração pegamos velocidade para ingressar novamente no fluxo.

O que aconteceu com eles? Estavam em um estilo de vida, precisavam desacelerar ao ponto de quase parar. Eram escravos no Egito e viveram uma grande libertação, agora precisavam mudar a rota para entrar em uma nova fase. Debaixo da tutela do Faraó eles tinham suas rotinas, crenças, cultura e medos. Perante o deserto era necessária uma nova postura, pois, Deus estava os levando para a concretização de promessas.

O que está acontecendo conosco agora? Tínhamos nossas rotinas, projetos, desafios e problemas. Então veio a Pandemia e tudo mudou. De repente, tivemos que acuar e desacelerar ao ponto de “quase” parar. A vida começou a dar “seta” dizendo que as coisas iriam mudar.

DESACELERAR

O povo hebreu teve que desacelerar. Mudar uma cultura é muito difícil, então precisamos desligar das rotinas e cultura. Isso leva tempo.

Parar às vezes é um mandamento difícil. Eles passaram por 40 dias parados. Nós já estamos há dois meses longe das nossas rotinas. Um tempo bom para refletir sobre a vida e estar mais perto da família. Muita gente concluiu que esse tempo de “isolamento” teve lá suas vantagens: aproveitou mais a família e aquilo que realmente é importante.

MUDANDO A ROTA

Na parte mais fechada da curva, começamos a abandonar o caminho antigo e vivenciar a nova estrada.

O povo Hebreu começou a ficar com medo do futuro. Não eram somente as cebolas do Egito que eles queriam, mas a segurança e rotina. Alguns perguntaram: “Não dá pra voltar para o Egito?” ou “Será que o Faraó nos aceita novamente?” Eles queriam engatar uma ré e voltar para a pista antiga.

O mesmo pode estar acontecendo conosco. Podemos desejar que a vida voltasse ao que era antes. De fato, nossa vida antes da Pandemia não é comparável à escravidão do Egito, mas é notório que a crise atual deixará suas sequelas e não poderemos voltar ao que era antes. Estamos no meio da “curva” e precisamos seguir adiante.

ACELERAR

Após a desaceleração e curva temos a pista de aceleração. Então depois de um período de descanso precisamos nos preparar para acelerar e entrar na nova estrada. Precisamos pegar velocidade parar entrar no fluxo e continuar.

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O SIM DE DEUS

A impressão inicial das palavras de Deus para Moisés remete a um “acabou”. A proposta de seguir sem ele é terrível. Aparentemente Ele estava chateado com o povo e não queria tocar mais o projeto Terra Prometida.

Quem conhece Deus sabe que Ele não abandona ninguém. Deus não fica chateado e nem desiste das pessoas. Por isso é necessário ter relacionamento com o Senhor, para ser como Moisés que aprendeu a compreender como viver com Ele.

Então Moisés lhe declarou: “Se não fores conosco não nos envies.” Êxodo 33:15

Iniciava um novo tempo na história de Moisés e Deus. O Senhor não estava abandonando o povo, mas dando a oportunidade deles O buscarem. Quando a porta de Deus se fecha, não devemos ir embora, mas bater até ser aberta novamente. Quando Deus diz para irmos sem Ele, devemos ficar até quando Ele decidir ir.

Como se saberá que eu e o teu povo podemos contar com o teu favor, se não nos acompanhares? Êxodo 33:16

Deserto e Presença de Deus quer dizer TEMPO DE FAVOR. Deus pode nos abençoar, mas nada se comparar com sua Presença. O Favor de Deus se revela no meio do deserto.

TEMPOS DE OPORTUNIDADES

Sou que nem Ariano Suassuna. Ele diz que o otimista é um tolo; o pessimista é um chato; mas ele era um realista esperançoso. Devemos ser realistas, mas manter vivo em nós a chama da esperança. No meio do deserto Deus revela o seu Favor. Pela ótica da fé estamos diante de um tempo de milagres e poder de Deus.

Tem muita gente apontando para uma recessão mundial: uma grande crise mundial sem precedentes em nossa geração. Ser realista esperançoso é acreditar que poderemos viver realmente essa recessão, mas Deus tem poder para nos proteger em toda essa travessia no deserto.

Estamos em um tempo de ACELERAR e CONFIAR no Senhor, pois o seu Favor nos favorecerá. Deserto e Presença de Deus é sinal de Favor para o seu povo.

Davi cantou ao Senhor este cântico, quando este o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul, dizendo: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus é a minha rocha, em que me refugio; o meu escudo e o meu poderoso salvador. Ele é a minha torre alta, o meu abrigo seguro. És o meu salvador, que me salva dos violentos. 2 Samuel 22:1-3

 Pr. Moisés Nogueira de Faria
Pastor Sênior da Comunidade Casa de Paz
http://www.instagram.com/moisesnogueiraoficial
 

Moisés Nogueira de Faria
Escritor e Blogueiro

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