Uma Nova Experiência com Espírito Santo

Não levem bolsa nem saco de viagem nem sandálias; e não saúdem ninguém pelo caminho. Quando entrarem numa casa, digam primeiro: “Paz a esta casa”. Se houver ali um homem de paz, a paz de vocês repousará sobre ele; se não, ela voltará para vocês. Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de casa em casa. Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam o que for posto diante de vocês. Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: ‘O Reino de Deus está próximo de vocês’. (Lucas 10:4-9).

Muito se escuta falar sobre o Espírito Santo. Apresentam-se estudos e conceitos, mas o maior entendimento que se poderá ter sobre ele se adquire mediante o conhecimento pessoal. É uma aula que não pode ser dada na teoria, somente na prática.

Jesus já tinha instruído os discípulos sobre muitas verdades do Reino de Deus, mas não poderia simplesmente falar em depender do Espírito Santo. Os discípulos deveriam vivenciar essa verdade. Por isso, era necessário que eles saíssem sem a companhia de Jesus. Sairiam somente eles e o Espírito Santo, sem poder levar nada. Ele proveria a roupa, alimentos e onde se hospedar. Seriam totalmente dirigidos e aconselhados pelo Espírito de Deus. Seriam embaixadores do Reino e portadores do poder e autoridade que viria dele.

Os discípulos teriam a sua mais importante aula: depender totalmente de Deus e andar com Ele, aprendendo a se relacionar com alguém que não se via, mas se sentia e entendia que estava lá.

o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. (João 14:17).

Há alguns anos, após ser batizado com o Espírito Santo e já falar em línguas estranhas, decidi aproximar-me mais de Deus. Queria realmente tentar algo diferente, tentar me destacar e chamar de alguma maneira a sua atenção. Uma certeza que sempre me acompanhou é que eu não deveria passar a minha vida com dúvidas, que eu deveria tentar ao máximo ir ao encontro de Deus. Se nada daquilo fosse verdade, pelo menos viveria com a certeza que eu tinha tentado ir ao encontro de Deus. Nada é tão frustrante quanto não ter tentado ao máximo e viver com a dúvida que poderia ter ido além, que poderia ter galgado degraus mais elevados e ter vivido algo superior. Tentar e se frustrar com o resultado final é melhor do que viver sem resultados melhores e sem frustações. Só vence muito, quem tenta muito e erra muito. Se for fazer algo, faça mesmo, pelo menos terá a certeza que fez o seu máximo para que fosse realidade, que a culpa não foi por sua por ausência de fé e perseverança.

“Muito se escuta falar sobre o Espírito Santo. Apresentam-se estudos e conceitos, mas o maior entendimento que se poderá ter sobre ele se adquire mediante o conhecimento pessoal. É uma aula que não pode ser dada na teoria, somente na prática.”

Um dia decidi que poderia tentar algo maior, fazer um propósito diferenciado, sozinho, somente eu e Deus: quarenta dias de jejum com orações diárias e, no final desse período, uma oferta financeira generosa. Para mim, era um grande esforço, muito além do que já tinha feito na minha vida toda. Tentei cumprir a risca o meu propósito. À minha meta não era bens e nem resolução de problemas. Era agradar a Deus e me aproximar mais ainda dele.

Salomão, quando novo, teve um grande desafio, em contexto extremamente difícil: assumir e comandar o reino de Israel. Diante da sua inexperiência, ele procurou em Deus uma resposta. Decidiu fazer um grande holocausto (sacrifício de animais a Deus), o maior já realizado até aquele tempo: mil bois seriam sacrificados no antigo tabernáculo edificado por Moisés. Salomão diante dos olhares incrédulos de um povo inteiro levou a sua oferta e realizou o maior sacrifício até aquele tempo. Nenhum de seus antecessores imaginou tal atitude. E para uma atitude única… também uma resposta única. Deus apareceu a Salomão em seu sonho e propôs a ele pedir o que quiser. Sacrifícios são menores que a obediência e a misericórdia, mas quando esses estão no coração e o empenho de agradar a Deus não visa à desobediência e arrogância, isso agrada a Deus. Pagar um preço em sacrifício é valorizar Deus ao ponto de perder o seu tempo, recurso e força em prol de alcançar o seu coração, é zelar pelo seu relacionamento com o Altíssimo. Isso terá resposta. Ser original em sua proposta tem muito valor. É a expressão sincera de um coração do qual brotou a fé e deseja se render a Deus.

“Os discípulos teriam a sua mais importante aula: depender totalmente de Deus e andar com Ele, aprendendo a se relacionar com alguém que não se via, mas se sentia e entendia que estava lá.”

Depois dos meus quarenta dias de propósito, sem sentir nada ou ver nada de sobrenatural nesse período, a única palavra que eu tive como resposta foi: “Ele se agradou do que você fez”. De alguma maneira, em meu pequeno sacrifício tinha agradado a Deus. Em meio as minhas limitações me empenhei para oferecer algo a mais. Foi original, houve devoção e rendição, foi apresentado algo de valor, assim, que tinha tentado algo e isso chamou a sua atenção.

No final daquele ano, perguntei a Deus o que eu realmente poderia apresentar-lhe, e no meu coração foi proposto algo maior, um novo jejum. Agora seria um propósito anual, em que retiraria algumas coisas da minha alimentação que realmente faria falta, e teria que apresentar mais de uma hora de oração diária. Esse novo propósito exigiria disciplina e perseverança para não errar, pois eu aceitaria o compromisso por livre vontade. Uma vez iniciado não poderia voltar atrás, pois é melhor não prometer do que não cumprir. Mal imaginava o que me esperava nesse novo ano.

Manter a disciplina em orações diárias realmente é muito difícil, ainda mais se é um período de uma hora, pra quem nunca tinha conseguido ficar dez minutos falando com Deus. Mas por um ano todo à frente, pareceria uma eternidade, e aja assunto para conversar.

Notei que iniciar, ouvindo um louvor, facilitaria o momento. Ter uma música tema para essas reuniões com Deus alicerçaria mais fácil em meu coração esse tempo incomum e a necessidade de estar lá naquele momento, A música “Há um lugar” da ministra de louvores Heloisa Rosa foi a minha grande companheira de noites de oração. A cada noite que passava aparentava ter maior intimidade. O que era um procedimento nos primeiros dias, tornou-se uma conversa amistosa, prazerosa, a cada dia mais confortável e natural. O que no começo parecia peso excessivo, tornava-se leve, agradável e simples de realizar.

Com a passagem dos meses, comecei a gostar daquele momento. Contava as horas para chegar a noite e ter mais um momento de intimidade com ele. Os assuntos eram intermináveis, parecia que todos os dias se tinha assunto novo, algo novo a se tratar, novo ensinamento, entendimento sobre algo.

O dia a dia começou a trazer novidades que deveriam ser discutidas na oração. O que começou como um protocolo religioso: se fechar no quarto escuro e passar uma hora orando, estabelecendo tempo limite, se transformou na melhor hora do dia, o momento esperado. Ninguém seria tão importante ao ponto de substituir aquele momento.

Os assuntos referentes a Deus se tornaram prioridade, e falar sobre ele era o mais interessante de tudo. De repente a melhor programação da TV eram pregações, e as músicas favoritas eram aquelas que falavam sobre estar na presença de Deus.

Por fora, pouca coisa mudou, mas por dentro uma fé se estabeleceu de tal forma que os meus pensamentos se tornaram diferentes dos outros e algo dentro de mim fervilhava. Eu não tinha a necessidade de impressionar a ninguém, acredito que ninguém esperava algo novo de mim. Então tinha a liberdade de viver aquele momento sem pressões externas ou cobranças, sem necessidade de chamar a atenção ou mostrar como estava diferente. A alegria de Deus tomou o coração.

Eu já era pastor e batizado pelo Espírito Santo, mas de uma maneira muito especial tudo se tornou novo. Era difícil acreditar que depois de ser batizado e falar em línguas estranhas se teria uma nova experiência assim. Mas, certo dia, como era de costume orar pelas pessoas no final do culto, ao impor as mãos sobre alguém, ao abrir a boca, a minha oração foi diferente. Falava coisas incompreensíveis para mim. Não entendia por que estava falando aquelas coisas tão diferentes e sem lógica alguma para mim. De repente, aquela pessoa dispara a chorar e se ajoelha. Algo novo acontecia na minha vida. É como se tivesse revelado a vida dela. Eu não tinha a menor noção de onde vinha aquelas palavras, mas surgiram e eram compatíveis com a sua vida ao ponto de arrancar lágrimas.

Fui orar por outra pessoa e o mesmo aconteceu, e com outra também. Era difícil entender naquele momento. Deixei-me levar pelo que estava acontecendo, sem ressalvas, aproveitando esse momento. No meu coração não tinha uma explicação lógica para aquilo e no meu entendimento não saberia dizer o que eu fiz de diferente para que aquilo ocorresse em minha vida. Eu estava em um propósito, mas conscientemente sabia que o meu sacrifício não geraria tanta honra sobre mim. Aquilo que estava acontecendo não foi causado por mim, pois eu não teria condições de gerar isso. Mas Deus me agraciava com um novo dom, a revelação. Após aquele dia, passaram-se meses até voltar a acontecer novamente. Mas sabia que uma vez ungido é irrevogável.

“Por fora, pouca coisa mudou, mas por dentro uma fé se estabeleceu de tal forma que os meus pensamentos se tornaram diferentes dos outros e algo dentro de mim fervilhava.”

Quando preparava as mensagens, os textos bíblicos começaram a se tornar mais lógicos e me mostravam coisas novas. É como se eles se encaixassem e revelassem mensagens novas nunca ouvidas por mim, pelo menos. Era um conhecimento novo, que me deixava empolgado ao redigir as pregações e tinha resultado maravilhoso ao ministrá-las. A presença de Deus adentra a reunião e torna o momento maravilhoso. Os olhares das pessoas ficavam vidrados na mensagem, como se as palavras entrassem diretamente no coração e alcançassem a alma de uma maneira que uma palestra natural não conseguiria. As pessoas começavam a chorar, a acenar com a cabeça, concordando com o que era dito e batiam palmas de alegria. Era maravilhoso esse momento. Mal podia esperar chegar a casa e me fechar no quarto para compartilhar o que havia acontecido à noite na reunião.

A cada pregação algo totalmente novo ocorria. Então era empolgante a cada vez que era convidado para ministrar ficar ansioso em saber o que seria revelado, qual seria o novo ensinamento, o que aconteceria de novo, qual seria a nova experiência. Sabia que não estava gerando aquilo, mas, sim, que era um personagem naquela história e tinha que aguardar a novidade que surgiria. Novas experiências surgiam todos os dias, de sentir a presença de Deus initerruptamente, até ter o entendimento sobre questões espirituais. Tudo era motivo de alegria, como tivesse sido presenteado com algo que não esperava. Então gerava ânimo e fé para continuar e prosseguir firme no propósito e crente no que viria a seguir.

Trecho retirado do meu livro “Na Tua Presença Em Tem Espírito” no livro tem toda a continuação dessa experiência maravilhosa com Deus.

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Um comentário

  1. […] melhor e ao mesmo tempo entender que não gerará resultado com isso? É quando compreendemos que o Espírito de Deus não é um robô que funciona em resposta as nossas ações, mas que ele existe e tem […]

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