Um Relacionamento Mais Consistente Com Deus

Deus é bom e sua misericórdia dura para todo o sempre. O Senhor é mais conhecido pelo seu amor e compassividade do que pelo seu poder e glória. Sabemos que Ele é o todo poderoso, o onipresente e o onisciente, que nada escapa do seu conhecimento e entendimento e que ninguém pode se esconder dos seus olhos, que estão sobre toda a terra. O salmista diz que, se subir ao mais alto monte, lá Ele está; e, se for às profundezas do mar, ainda lá é possível encontrá-lo. Deus tem todo o conhecimento, e até a palavra, antes que chegue a boca humana, Deus já a conhece. Mas, ainda assim, a marca de Deus é o seu amor.

O Senhor decidiu se relacionar com as pessoas, mesmo sendo um ser acima de todos; Deus é poderoso, mas não despreza o homem. Ele é Deus de longe e de perto, muito próximo a aqueles que desejam conhecê-lo. No entanto percebe-se atualmente é que muitos se aproximam, mas poucos estão realmente perto; conhecê-lo de verdade é para poucos. Fazer parte de uma religião, cumprir procedimentos rituais, os ritos e dogmas, qualquer um pode, mas relacionar-se com Ele é diferente…

Desde o início da Bíblia Sagrada, evidencia-se um relacionamento do homem com Deus: Adão conversava, caminhava, convivia com Ele, por isso o conhecia, e não por uma religião e nem pelo que os outros falavam ou diziam; ele verdadeiramente o conhecia. Todo final de tarde, O Senhor caminhava na direção de Adão, se aproximava, sentava para conversar. Ele sabia o que Adão iria dizer, mesmo assim se agradava em ouvir as histórias e descobertas, as alegrias e tristezas do homem; naquele momento, a onisciência era colocada de lado e substituída por uma conversa amistosa. Deus sabia o que Adão tinha feito durante o dia e todos os seus pensamentos, mas gostava de ouvir tudo de novo, primava em conhecer a versão do seu filho. Aquele que criou tudo o que existe, alegrava-se em ouvir as pequeninas descobertas e conquistas de alguém limitado e pequeno, assim como um pai se alegra em ver as descobertas do pequeno filho. Deus poderia se relacionar conosco como o Todo Poderoso, e nós temeríamos o seu poder e o reverenciaríamos. Ele poderia se relacionar como o Onipresente, e não pecaríamos por sentir a Sua Presença em todo o lugar. Poderia se revelar como o Onisciente, e temeríamos até pensar, manteríamos uma postura impecável. Mas Deus abriu mão de tudo isso e decidiu se relacionar conosco como um Pai que se alegra com um filho que o obedece.

Todos os dias, Deus chegava como a brisa do fim da tarde e tratava Adão como um filho; não era o criador e a criatura, mas o pai e o filho. Assim foi idealizada a relação de Deus com a humanidade e essa relação ainda persiste hoje: ainda é possível sentir a brisa suave quando se senta para falar com Deus, e os mais atentos podem ouvir inclusive os seus passos adentrando no recôndito de seu quarto. Deus não mudou, Ele nunca muda e quer reatar o relacionamento com a humanidade. Não um relacionamento qualquer, superficial, cheio de regras e ritos, mas um relacionamento consistente, baseado no amor. Ele quer ser “simplesmente” um pai próximo dos seus filhos.

Eu me deixarei ser encontrado por vocês”, declara o Senhor. Jeremias 29:14