Na Tua Presença: O conselheiro

Quando não há conselhos, os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam. (Provérbios 15:22).

Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros. (Provérbios 24:6).

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Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança. (Provérbios 11:14).

É como um amigo meu dizia: “Até Salomão tinha conselheiros!” Se abrirmos o jornal de hoje, veremos esse personagem, que é sempre um coadjuvante, nunca aparecendo em primeiro plano. Mas, nas entrelinhas, está presente. Nossa presidenta tem conselheiros; o presidente dos Estados Unidos também, e muitos. Empresas multinacionais têm conselhos e todo mundo que é experiente não nega a necessidade de ter uma segunda opinião. Diz-se que nós vemos as árvores, mas uma pessoa em outro ângulo de visão pode ver a floresta. Uma segunda opinião pode apresentar melhor visão de tudo. Então é sempre bom ter mais de uma opinião. Dizem que se conselho fosse bom se vendia, realmente existem conselhos que não deveriam ser atendidos, mas o problema está em quem deve ser escutado. Existem bons e maus conselheiros. Deve-se identificar quem não serve para essa função. Mas convém lembrar que tomar decisões apressadamente é errado. É sempre bom ouvir conselhos e pensamentos para obter a melhor solução para o problema. Há segurança na multidão de conselhos.

Salomão, apesar de ser um homem com uma inteligência e conhecimento acima do normal, tinha conselheiros para auxiliá-lo em suas decisões, por sinal, bons conselheiros, pois seu governo durou por toda a sua vida. O mesmo não fez o seu filho Roboão. Após a morte do rei, seu pai, o povo reivindicou melhores condições de trabalho, pois o julgo muito pesado. O novo rei pediu três dias para pensar.

Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos. (2 Crônicas 10:4).

Roboão se reuniu com as autoridades que haviam servido ao seu pai e perguntou o que fazer. Eles responderam que se deveria ser favorável ao povo e dar uma resposta agradável a eles. Assim o serviriam como serviram o seu pai. Mas o novo rei ignorou o conselho das autoridades e foi se encontrar com os seus amigos de infância e perguntou o que deveria fazer. Esses já aconselharam fazer totalmente o contrário, ou seja, que o rei deveria aumentar o trabalho e aumentar os castigos. Ele não soube ouvir quem era digno de confiança.

Mas o rei lhes respondeu asperamente. Rejeitando o conselho das autoridades de Israel, seguiu o conselho dos jovens e disse: "Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos." (2 Crônicas 10:13-14).

Estavam à disposição do rei vários conselheiros experientes, mas ele ignorou e preferiu seguir pessoas sem nenhum conhecimento. Tais pessoas poderiam ser bons amigos, mas não eram bons conselheiros. Ante a radicalização do novo rei, iniciou-se uma revolta popular e uma divisão sem precedentes na nação. O reino de Israel se dividiu em dois, e uma nova nação surgiu sob o comando de Jeroboão, o samaritano. Roboão teve a opção de seguir os bons conselhos, mas evitou e seguiu a quem não deveria.

O rei Nabucodonosor montou um grande conselho com representantes de vários lugares do mundo Ele separou jovens de várias nações, sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes, que dominassem os vários campos do conhecimento e fossem capacitados para servir no palácio do rei. Da nação de Israel, após a sua conquista, separou Daniel, Hananias, Misael e Azarias. O rei convocou os magos, os encantadores, os feiticeiros e os astrólogos e todo tipo de sábio.

Certo dia o rei teve um sonho que o perturbou. Chamou, então, os seus conselheiros e pediu uma interpretação para o que tinha visto. Mas, para saber da competência dos conselheiros, eles, primeiro, deveriam adivinhar o sonho e depois apresentar sua interpretação. Os conselheiros não tinham a resposta e começaram a tentar ganhar tempo. Ninguém sabia dizer qual era o sonho. O rei, ao entender que estava sendo enganado, ficou furioso e exigiu a resposta. Diante da negativa dos magos, ele ordenou a execução de todos eles. Os encarregados foram à procura de Daniel, que não estava participando da reunião, e o deixaram informado de tudo. O profeta foi à procura do comandante da guarda do rei e com muita sabedoria e bom senso conversou com ele. Daniel pediu para informar ao rei que no dia seguinte ele chegaria com a resposta desejada.

Daniel se juntou com os seus amigos Ananias, Misael e Azarias. Entraram em sua casa e passaram a noite em oração. Rogaram pela misericórdia de Deus acerca desse mistério. E naquela mesma noite teve a sua interpretação. Daniel encontrou-se no outro dia com o rei e lhe relatou o sonho, dando sua interpretação. O rei se alegrou e lhe deu um cargo importante, pois sua resposta era a verdade. Daniel era um conselheiro confiável e leal.

Livro Na Tua Presença Em Teu Espírito, de Moisés Nogueira
Livro Na Tua Presença Em Teu Espírito, de Moisés Nogueira.

O rei disse a Daniel: "Não há dúvida de que o seu Deus é o Deus dos deuses, o Senhor dos reis e aquele que revela os mistérios, pois você conseguiu revelar esse mistério." (Daniel 2:47).

Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (Isaías 9:6).

Uma das expressões aplicadas a Jesus é “Maravilhoso Conselheiro”, pois seus conselhos seriam realmente bons e necessários para os discípulos e para nós também. Ele não ensinou em uma sala de aula e não os educou com disciplinas e matérias. Ele o fez na vida real, caminhando junto com eles, mostrando como realizar milagres e ensinando a verdadeira doutrina. Ele é o alicerce do evangelho e a verdade do cristianismo. Estar perto dele era um discipulado, uma transferência de conhecimento do mestre aos seus seguidores.

E eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. (João 14:16-17).

Jesus tinha que ir ao sacrifício para redemir a humanidade. Iria partir deste mundo, mas deixaria outro Conselheiro, o Espírito da verdade. Os discípulos não o conheciam, mas o Santo Espírito já andava com eles, pois a expulsão de demônios e os milagres eram realizados pelo seu poder. Apesar de não terem recebido o Espírito, e de não terem sido batizados, ele já andava com eles e já manifestava os seus sinais. Jesus sairia de cena, mas o Espírito Santo, que estava em Jesus, iria para os seus discípulos e continuaria os conselhos e a guia-los em toda a verdade.

Mas quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; falará apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir. (João 16:13).

A caminhada cristã é muito longa e desafiadora, com muitos mandamentos e conceitos a aprender. Muito disso será acrescentado e testado na prática. Dificilmente alguém irá acertar o tempo todo e lembrar-se de todos os conceitos. O ideal é que se tenha um excelente conselheiro, e ter os ouvidos e coração atentos ao que ele falar.

Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis em seus corações e as escreverei em suas mentes; (Hebreus 10:16).

Sem as orientações do Espírito Santo dificilmente chegaríamos a algum lugar. É ele o guia que ensinará a verdade, que está próximo. Foi o eleito da trindade para estar perto e ser o professor pessoal de cada um. Ele é o selo que identifica quem somos e de quem somos. Ele é a verdadeira marca da promessa.

[…] porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Romanos 8:14).

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