Então disse o Senhor: "Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre; e ele só viverá cento e vinte anos." (Gênesis 6:3),
O Espírito Santo trabalha em duas frentes de batalha: a vida pessoal e o reino de Deus. A vida pessoal deve ser entregue a Deus e devemos estar atentos a seus conselhos, pois lhe apresentamos a nossa vida e esperamos as soluções para as nossas demandas. Dele recebemos inspiração para melhor administrar, conduzir e prosseguir no cumprimento de sua vontade. O Espírito Santo age nesse momento como um conselheiro, um ajudador que traz as orientações necessárias para que a vida pessoal dê certo. Ele é um sábio conselheiro para assuntos familiares, financeiros, relacionais, e todos que puderem ser entregues. Deus mais que ninguém deseja que a nossa vida de certo e prossiga para o alvo, fazendo-nos prosperar em todos os sentidos. Ele se apresenta como o sábio conselheiro digno de confiança.

Na nossa vida pessoal, o Espírito Santo entra como o apoiador. Mas existe outra ação dele sobre nós que ocorre quando somos parte do exército de Deus e ele é o nosso guia. A sua ação não é somente para que sejamos bem-sucedidos em nossa vida pessoal, mas também para que o seu Reino se realize aqui e agora. No primeiro caso, se ouvirmos os seus ensinamentos e obedecermos, seremos bem-sucedidos; no segundo a obediência é requisito para prosseguir, pois nos apresentamos como soldados dispostos para servi-lo da maneira como ele bem entender.
Quando nos posicionamos como Reino de Deus, somos servos a serviço de um rei, e necessitamos obedecer e segui-lo, ou seja, ele ordena e nós obedecemos. O que a maioria das pessoas fazem é tentar as suas próprias soluções, mas se encontram um empecilho procuram o favor de Deus para resolvê-lo. Todos gostam de tomar decisões e de chamar Deus na execução, mas o certo seria chamá-lo no planejamento e ouvir o seu direcionamento não só lembrando-se Dele quando a bomba estoura. No Reino de Deus, o que valem são as decisões do Senhor e não as nossas. Somos instrumentos em suas mãos para que tudo corra bem. Não sabemos os processos por completo, mas nos colocamos debaixo da sua orientação e seguimos passo a passo seus pensamentos e entendimentos.
É muito comum a aquele que serve a Deus procurar resolver os problemas de sua igreja através de ideias rápidas e ocasionais: Se tentarmos isso vai dar certo! Muitos passam anos tentando as suas ideias, que sempre resultam em pequenos ou nenhum resultado. A verdade é a necessidade de consultar a Deus e seguir a sua linha de raciocínio não devendo atribuir a nossa morosidade e ineficiência à falta de comandos de Deus. A cada um cabe buscar a vontade de Deus, si colocando como um servo incapaz de ter uma ideia melhor do que a dele. Muito do que o Senhor vai fazer será apresentado durante a execução do projeto. Ora, ele é o criador do plano e nós somos os executores. Não nos cabe saber os seus planos, devemos saber simplesmente o que devemos fazer e nos dedicar para que o plano seja bem-sucedido.

Problema corriqueiro é entrarmos em contenda com o Santo Espírito, pois nossa vontade em alguns casos especiais se distancia da vontade dele. Então não se aceita a sua repreensão e se busca falsamente uma nova resposta, ou seja, finge-se que Deus não respondeu ou ignora o seu conhecimento, bloqueando a possível solução e ficando à espera que uma nova possibilidade mais adequada ao seu pensamento seja apresentada. Fazer campanhas de oração e jejuns são muito eficientes desde que não sejam usados com o fim de evitar um ato de obediência.
Exemplificando com um caso real. Um amigo meu é muito dedicado à obra do Senhor. Decidiu então subir várias vezes ao monte durante a semana e fazer campanhas de oração e jejum. Ele faz isso com o coração em Deus, com sentimento de devoção e vontade de “pagar um preço” para que sejam atendidas as orações e que esteja sempre na Santa Presença. Em certo tempo da sua vida, seu casamento começou a ser questionado e ele foi tomado por uma vontade de se divorciar, pois, o amor esfriou. Ele orava a Deus, pedindo a solução do seu problema. Desejava uma intervenção de Deus diretamente em seu relacionamento conjugal. Logicamente orava para que a resposta fosse um divórcio. Dedicou-se à oração para que viesse a resposta de acordo com o seu desejo, mas a Bíblia ensina que a Deus não agrada o divórcio e nem concorda com a sua prática. Ele pode até ceder, mas não quer dizer que está de acordo com essa decisão. Então a vontade de Deus se torna contrária à vontade da pessoa, que deseja que isso aconteça. Por isso se dedica a orar para que venha a resposta concordante com a sua vontade. Deus é claro quando diz: é melhor obedecer do que sacrificar. Melhor que subir mil vezes ao monte, orar e jejuar por um ano é obedecer. Ceder à vontade de Deus é reconhecer que o Senhor sabe reinar melhor do que nós, que amamos suas leis, pois são preciosas para nós.
Queremos que Deus concorde conosco, mas a melhor decisão é que nós concordemos com ele. Em seu Reino a sua vontade é absoluta, e assim deve ser na terra. Obedecer vem primeiro que sacrificar.
