O Espírito Santo produz alterações por dentro e por fora. É ele que nos leva a amar a Deus e ao próximo. Ele provoca profundas modificações no interior do ser humano. Quando o exterior não reflete o interior nasce hipocrisia. O hipócrita apresenta uma imagem falsa. A mudança de comportamento real não é possível de ocorrer somente pela força de vontade e palavras de afirmação. É preciso o auxílio do Espírito Santo.
Não é porque uma pessoa é repreendida que ela deixa de fazer algo. Não é somente por força de vontade que um hábito pode ser abandonado. Em alguns casos, isso pode ocorrer. Mas na grande maioria das vezes não é essa a verdade. Ainda mais se for algo relacionado ao pecado, que é espiritual. A carne não conseguiria vencer um mal que não é físico.

Francisco de Assis disse: “Pregai em todo tempo e se for necessário usai as palavras”. A mudança de atitude e comportamento é a primeira pregação, e o testemunho é a melhor ministração, o primeiro que será notado. O discurso tem que condizer com a prática. A mensagem do evangelho não é um discurso somente. É um estilo de vida que deve ser vivido para ser comunicado.
O corpo precisa ser em todo tempo aperfeiçoado, pois aquele que começa a boa obra é fiel e justo. Compreende-se, então, que é uma obra de longo prazo, com grande demanda de tempo, não viável em dias ou meses, mas num processo para toda a vida. Esse processo gerará bons frutos, que deverão ser aproveitados pelas pessoas próximas e por Deus. É uma árvore frutífera que está surgindo na vida de alguém.
Deve-se entender essa ação do Espírito Santo como um investimento de Jesus, como graça de Deus, como favor imerecido.
Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum. Por isso disse ao que cuidava da vinha: “Já faz três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não acho. Corte-a! Por que deixá-la inutilizar a terra?”
Respondeu o homem: ‘Senhor, deixe-a por mais um ano, e eu cavarei ao redor dela e a adubarei. Se der fruto no ano que vem, muito bem! Se não, corte-a”. (Lucas 13:6-9).
A parábola contada por Jesus nos dá o tamanho da acreditação realizada por ele. A figueira brava representa eu e você. Não dávamos frutos, a entender com isso que era esperado muito mais do que achamos que é certo ou errado. Se eu fosse exemplificar, seria assim: Numa grande reunião nos céus, todos concordaram que não havia mais chance nenhuma de a humanidade dar certo. Já tinham sido feitos todos os esforços para que fosse diferente a colheita, mas não havia fruto. Então se concluiu que melhor seria arrancá-la e deixar morrer. O homem que cuida da plantação impede e aceita o compromisso de cuidar, adubar e fazer o possível para dar os frutos que eram possíveis. Esse homem é Jesus. Somente ele aceitou pegar o projeto da humanidade, que estava falido, e acreditar, investindo a sua própria vida para dar certo. Ele colocou o seu nome em jogo para investir em pessoas em quem ninguém mais investiria. A humanidade era inviável. Era um mal negócio. Mas o Cristo assume a responsabilidade de que vai dar certo. Por isso, recebemos dons para dar frutos. Cada vida tem que dar resultados visíveis para que se possam alcançar os céus. A situação não é que cada um é bom e pode melhorar, e sim que não havia resultado o suficiente para ser considerado bom. Somente com a ajuda Espírito Santo somos capazes de produzir frutos dignos de uma boa colheita. A mudança é necessária, pois não se espera que uma árvore boa dê frutos ruins e nem que uma árvore ruim dê frutos bons. Pelos frutos se julga a qualidade de quem a gerou. Para que a árvore seja reconhecida pela qualidade tem que dar bom resultado.
Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! (Mateus 7:17-20).

Não basta dizer que alguém é bom e que tem o coração em Cristo. Pelos frutos é que somos julgados. Se o cristianismo não gerar uma transformação comportamental e mental, então não ocorreu uma conversão genuína. O caminho não levou à santidade, e a pessoa continua indo na direção da morte.
O Espírito Santo tem esse papel de gerar a transformação por dentro. Deve-se deixar o caminho livre para a sua ação, não entrando em contenda com Ele, pois em muitos momentos seus conceitos serão divergentes daqueles do seu hospedeiro. São bifurcações na caminhada: de um lado o desejo da pessoa e, do outro, o desejo do Santo Espírito. O desejo deste deve prevalecer, pois é a opção certa. Devemos abandonar a nossa própria vontade e seguir o seu sábio conselho.
Então disse o Senhor: "Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre; e ele só viverá cento e vinte anos." (Gênesis 6:3).
O desejo de receber o Espírito de Deus é a sabedoria de se dobrar internamente para ele e a sua vontade, é desejar mudar interna e completamente, pois se antes não existia a possibilidade de guerrear contra o pecado em seu íntimo, agora é possível, pois tem-se um amigo dentro de si capaz de expulsar o mal e estabelecer o Reino de Deus em seu corpo, um altar de adoração em seu coração. Esse novo ser gerará os frutos do Espírito.
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gálatas 5:22-23).
Para produzir fruto é necessário primeiro receber a semente, pois o fruto não é gerado sozinho. Mas é o resultado final de um processo que se inicia com ela. A semente é lançada e se deve regá-la. Se bem nutrida, ela se romperá e de dentro surge uma planta que se desenvolverá. Se for bem cuidada aparecerão as folhas, os galhos, e por fim, os frutos. No caso do Espírito Santo, serão maravilhosos os frutos gerados. É um processo longo, mas que vale a pena esperar.
Segundo a carta aos Gálatas, os frutos são: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.
