Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1 Coríntios 13:1-7).
Uma maneira de chamar a atenção das pessoas para si é: ajudar pessoas necessitadas. Gastar tempo e recursos pelos menos favorecidos e divulgar esse trabalho sempre trouxe crédito a quem os desenvolve. Instituições religiosas, empresas, políticos e muitos outros desenvolvem o seu marketing social visando ao reconhecimento pela sua bondade e generosidade. Hoje, até movimentos satanistas desenvolvem trabalhos sociais visando serem mais bem aceitos pela sociedade.

Regra comum a muitos que trabalham nas ações sociais é não se envolver com os que estão sendo assistidos. Afirma-se que se deve evitar desenvolver um relacionamento emocional, pois isso traria o problema deles para a sua vida pessoal. A ideia é ajudar sem criar vínculos. Muitos evitam abraçar ou ter um contato maior com as pessoas assistidas. A ideia é levar o alimento, o recurso, o apoio e ao mesmo tempo manter a distância necessária para que não se ultrapassem os limites de modo a alcançar a sua vida privada dos assistidos. O amar ao próximo tem interações de olhares, sorrisos e abraços, sentando com eles para conversar e sentindo as suas emoções. Para amar é necessário ter contato mas que visual com o próximo, se deve interagir e sofrer com ele.
Para o apóstolo Paulo, tudo que fazemos só tem valor se for realizado com amor. Você pode doar todo o seu dinheiro aos pobres; pode se entregar para ser queimado; pode tentar resolver todos os problemas dos outros, mas se essas atitudes não forem geradas a partir de um amor sincero, não tem valor nos céus. Isto porque o motivo que nos leva a agir pode não ser o verdadeiro amor, mas nosso interesse pessoal, a força da ideologia e o interesse político.
Mas do Espírito Santo vem dom perfeito do amor, que não visa se vangloriar, se enaltecer. Ele nos dá a capacidade de amar e servir o próximo ao ponto de nos doarmos, não visando a recompensas e retornos. É uma entrega completa.

Jesus se entregou por nós, sem pretender receber nada em troca. Ele entregou sua vida para unir o Pai aos seus filhos, com um ato de redenção que abriria as portas para um tempo sem divisão. Jesus não visou a si próprio, mas a humanidade. Se hoje estamos livres, devemos a ele e ao seu imenso amor.
E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. (Romanos 5:5).
As tribulações geram perseverança. Alicerçados no amor, suportamos as tribulações e somos aperfeiçoados em meio às provações, gerando um caráter aprovado e digno dos céus.
