Na Tua Presença: Domínio próprio e fruto inteiro

Domínio próprio é a capacidade de controlar o próprio corpo, vencendo a própria vontade e vícios.

Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. (Romanos 7:15-21).

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Todos têm a falsa compreensão que é capaz de se controlar, que o seu corpo está sob o seu domínio e que tudo que acontece nele é passível de comando. Quando estamos gripados, o corpo perde a sua força, os músculos ficam doloridos e cansados. Por mais que se tente reagir, muitos acabam sendo arrastados para a cama. O corpo é dele, e um mero vírus está causando isso. Mas vencer, em muitos casos, somente com a ajudinha de um remédio, de um médico que tem de olhar e indicar o que realmente terá efeito sobre a enfermidade. O corpo humano é extremamente frágil e pode ser parado por coisas pequenas demais, como uma unha encravada, que pode estragar o seu dia, uma dor de cabeça, que pode impedir de fazer muitas coisas, uma garganta inflamada que acaba com o apetite.

Paulo explica que o pecado é similar a uma doença que entra em nosso corpo e nos leva a fazer o que não queremos. Qualquer um sabe o que é correto e deseja fazê-lo. Quem não pensa em ter uma vida reta e cumprir os mandamentos de Deus? Mas a realidade é bem diferente. Muitos querem, mas não o conseguem naturalmente. O pecado pega o domínio do corpo e leva a carne a fazer a sua própria vontade e não o da pessoa. Existe uma divisão entre a vontade da carne e a vontade do espírito, e geralmente a carne vence e faz o que quer. Todos têm uma área de fraqueza. Obviamente se eu perguntar quem tem problemas em matar pessoas, noventa e nove por cento vai dizer que nunca fez e nunca vai fazer. Mas ainda assim haverá um por cento que tem algo com isso. Se o problema for sexual, a grande maioria diria que não, mas tem uma porcentagem que tem dificuldades com isso. Se o problema for a mentira, o roubo, muitos são tentados por isso. E assim cada um é assolado por um ou mais pecados de estimação, e com muita dificuldade de se livrar deles.

Paulo explica que se ele quer fazer algo de bom e não consegue, fazendo o contrário. Afirma então que existem duas vontades: a sua e a da sua carne. Quem domina o corpo é a carne, no seu caso. E isso o leva a pecar, mesmo quando os seus sentimentos estão voltados para Deus. Ele não consegue se livrar do pecado. É a concupiscência (desejo incontrolável) que se apresenta indomável e quando acionada vai tentar se satisfazer.

Era uma briga injusta, pois o pecado é espiritual e a carne não. E então, como vencer algo que se aloja em seu corpo e não tem origem física? Ou seja, não se cansa, não diminui e não envelhece. Para uma enfermidade espiritual é necessária uma solução espiritual, alguém forte o bastante para derrotá-lo e estabelecer um novo corpo, sarado e livre desse mal. O pecado é forte, mas o Espírito Santo é mais forte ainda e ele consegue domar esse mal e entregar o domínio para a pessoa em forma de parceria. Agora quem controla o corpo é a pessoa juntamente com o Espírito de Deus.

Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. (Romanos 8:1-2).

O Espírito da vida nos liberta da lei do pecado e da morte e estabelece um novo corpo sem condenação.

Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. (Romanos 8:5).

Agora, sob a influência do Espírito Santo, a mente é voltada para o que ele deseja se livrando a pessoa da vontade da carne. O Santo Espírito não cria uma nova escravidão, mas trás liberdade, pois agora o maligno não comanda mais, e a pessoa pode fazer a vontade de Deus que é o que ela deseja.

Livro Na Tua Presença Em Teu Espírito, de Moisés Nogueira
Livro Na Tua Presença Em Teu Espírito, de Moisés Nogueira.

[…] a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito. (Romanos 8:4).

Com o poder do Espírito, as leis de Deus não são difíceis, e sim justas exigências. E na liberdade do Senhor se está livre para cumpri-las. Somente o Espírito Santo pode realizar essa transformação em uma vida. Sem ele é escravidão e religiosidade, mas com ele, é vida e liberdade.

Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Romanos 8:13-14).

Como uma vez foi dito pelo Pr. Marcio Valadão, as virtudes provenientes do fruto do Espírito Santo são semelhantes a gomos de uma mesma laranja. O fruto é um só, mas seus atributos são muitos. São virtudes interligadas, ou seja, um influencia o outro, gerando e sendo gerado, onde um está é bem certo que o outro esteja também. Amor, amabilidade, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio andam juntos e são características dos súditos do Reino de Deus.

E do seu interior fluirão rios de água viva. O gerado vai ser dado como um rio de água doce, que vai desembocar da sua vida e passar para outras pessoas. Porque esse fruto é para ser saboreado pelo próximo e não por si só. Convidamos os outros para degustar esse doce fruto, que é o Espírito Santo. E aquele que gostar poderá pegar a semente e semear em si próprio para ser assim também e gerar tão maravilhoso fruto. É tempo de boa colheita. Nada de frutos amargos, mas somente frutos capazes de melhorar o relacionamento na família, no casal, entre os filhos, entre os amigos, entre você e Deus.

Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". (Gálatas 5:13-14).

Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. (Gálatas 5:25).

A ação direta do Espírito Santo no corpo e mente gerará um novo ser com uma nova mentalidade e atitude. A convivência com o Altíssimo transforma o ser, dando-lhe um caráter e personalidade aprovável, pois agora é amorosa e sabe viver o amor; gera benefícios; sabe viver na alegria independente do contexto; transmite paz, sendo capaz de suportar tribulações, sendo comprometido, manso e tendo o seu domínio próprio.

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