Na Tua Presença: Os testemunhos são eternos – parte 1

Há muito aprendi dos teus testemunhos que os estabeleceste para sempre. (Salmos 119:152).

Também os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros. (Salmos 119:24).

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Maravilhosos são os teus testemunhos; portanto, a minha alma os guarda. (Salmos 119:129).

As pessoas são temporais, ou seja, nascem, crescem e morrem; têm um período de existência definida. Independente de morrerem cedo ou com idade avançada, todos sabem que o seu destino final é a morte. A alma é eterna, mas o corpo não. Ainda existem outras coisas que são eternas, como o amor que nunca acaba. Então entendemos que existem coisas temporais e eternas. Algo que é do Reino de Deus e faz parte do eterno é o Testemunho. A Bíblia afirma que ele está estabelecido para sempre, que sempre existirá. É como se ele sempre existisse, e nós não. Nós passamos e o testemunho continua de geração em geração. Mas o testemunho não anda sozinho, sempre anda em conjunto com outro atributo eterno.

Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível. Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala.

Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte; "ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado", pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus. Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.

Livro Na Tua Presença Em Teu Espírito, de Moisés Nogueira
Livro Na Tua Presença Em Teu Espírito, de Moisés Nogueira.

Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé. Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo. Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus.

Pela fé, Abraão — e também a própria Sara, apesar de estéril e avançada em idade — recebeu poder para gerar um filho, porque considerou fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Assim, daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar. Todos estes ainda viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-nas de longe e de longe as saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Os que assim falam mostram que estão buscando uma pátria. Se estivessem pensando naquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Em vez disso, esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial. Por essa razão Deus não se envergonha de ser chamado o Deus deles, pois preparou-lhes uma cidade. Pela fé Abraão, quando Deus o pôs à prova, ofereceu Isaque como sacrifício. Aquele que havia recebido as promessas estava a ponto de sacrificar o seu único filho, embora Deus lhe tivesse dito: "Por meio de Isaque a sua descendência será considerada". Abraão levou em conta que Deus pode ressuscitar os mortos; e, figuradamente, recebeu Isaque de volta dentre os mortos. Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú com respeito ao futuro deles. Pela fé Jacó, à beira da morte, abençoou cada um dos filhos de José e adorou a Deus, apoiado na extremidade do seu bordão. Pela fé José, no fim da vida, fez menção do êxodo dos israelitas do Egito e deu instruções acerca dos seus próprios ossos. Pela fé Moisés, recém-nascido, foi escondido durante três meses por seus pais, pois estes viram que ele não era uma criança comum, e não temeram o decreto do rei.

Pela fé Moisés, já adulto, recusou ser chamado filho da filha do faraó, preferindo ser maltratado com o povo de Deus a desfrutar os prazeres do pecado durante algum tempo. Por amor de Cristo, considerou a desonra riqueza maior do que os tesouros do Egito, porque contemplava a sua recompensa. Pela fé saiu do Egito, não temendo a ira do rei, e perseverou, porque via aquele que é invisível. Pela fé celebrou a Páscoa e fez a aspersão do sangue, para que o destruidor não tocasse nos filhos mais velhos dos israelitas. Pela fé o povo atravessou o mar Vermelho como em terra seca; mas, quando os egípcios tentaram fazê-lo, morreram afogados. Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de serem rodeados durante sete dias. Pela fé a prostituta Raabe, por ter acolhido os espiões, não foi morta com os que haviam sido desobedientes. Que mais direi? Não tenho tempo para falar de Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas, os quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões, apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros. Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos. Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior. Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão, apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas. Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido. (Hebreus 11:3-39).

Na galeria da fé, registrada na carta aos hebreus, tem-se uma releitura da história de personagens bíblicos e seus testemunhos. Mas o que chama a atenção nesse texto não são as pessoas. Essas são coadjuvantes nessa passagem. O personagem principal é a fé. Ela é retratada nesse texto como uma preciosidade, uma relíquia valiosa, que é passada de herói para herói. Quem a possuía viveria grandes feitos. Ela foi guardada por pessoas únicas, que tinha a capacidade de recebê-la. Quando usada no tempo certo trazia grandes benefícios. A fé é eterna, e as pessoas são temporais. Os heróis bíblicos foram ficando para a trás, mas a fé não. Ela continuou existindo e sendo repassada de coração a coração.

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