Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus. (Salmos 62:11).
Deus escolheu fazer uma parceria com o homem. A obra redentora tem a coparticipação do ser humano como ferramenta de se achegar aos outros e levar a sua redenção. Ele poderia fazer tudo sozinho, mas antes decidiu confiar nas pessoas e entregar dons e capacidades para cumprir a sua missão. Sabia que ninguém estaria habilitado para realizar tão maravilhoso feito. Mas através do sacrifício de Jesus e do direcionamento e poder do Espírito Santo se tornariam capazes de serem aperfeiçoados ao ponto de alcançar a salvação e entrar no Reino de Deus.

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2:8-9).
Nós recebemos todos os recursos para, mediante a graça de Deus, ser conduzidos à salvação. Até a fé provém de Deus. Ninguém pode dizer que alcançou a salvação ou se salvou, mas antes devemos render a glória do ato somente a Deus. Ele criou os recursos para irmos aos céus. É Ele que desenhou um plano que pudesse aperfeiçoar pessoas ao ponto de serem consideradas dignas da salvação. Se alguém deve ser engrandecido por isso é Deus. Se não fosse o amor de Deus, o sacrifício de Jesus e a ação direta do Espírito Santo ninguém por mais capaz que seja não chegaria nem perto das portas do Reino.
Como está escrito: "Não há nenhum justo, nem um sequer; (Romanos 3:10).
Somos considerados justos por causa da justificativa de Cristo que levou consigo os nossos pecados. Jesus reconciliou a humanidade com Deus, removendo a inimizade e unindo o Pai aos seus filhos. Recebemos isso pela graça, ou seja, um favor imerecido.
Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores. (Romanos 5:8).
Semelhantemente recebemos os dons de Deus pela graça. Ele gera esses recursos sobre pessoas que deseja usar para ministrar sobre outros. Os dons são dados para serem usados em favor da obra salvadora, são derramados para serem usados em prol das necessidades que Deus identifica. Quando uma pessoa traz uma revelação para alguém, aquilo não foi planejado por essa. De repente, as palavras surgem e vão de encontro a necessidade. Uma cura nunca é programada, ou seja, o profeta não chega e decide curar alguém. Antes ele ora pelos enfermos e alguns são curados e outros não. Quem decide o que vai acontecer é somente Deus e não o ministro. Este tem a missão de ministrar e orar, mas quem receberá o toque é Deus que indica. O poder pertence a Deus e não ao homem.
Ao ministro é necessário ter a consciência de que o que está acontecendo não provém dele, mas de Deus. Esse conhecimento não vem naturalmente, mas diante da necessidade de se glorificar a Deus pelos sinais e milagres. O ministro tem que saber que a glória do feito pertence somente a Deus. Não se deve roubá-la, dizendo que aquilo aconteceu por ser um homem de oração, por ser ele especial ou por ter virtudes que ninguém tem. A verdade é que Deus derrama sua graça sobre as pessoas e delas se serve para abençoar a outros. O Pr. Bill Johnson diz que devemos entender que não é pra você, é por você. Devemos compreender que coisas estão acontecendo não por causa da importância do ministro, mas, sim, pela vontade de Deus de abençoar vidas. A bênção não tem como finalidade o homem de Deus. O Senhor se serve do ministro como canal para chegar a outros.
"Eu sou o Senhor; esse é o meu nome! Não darei a outro a minha glória nem a imagens o meu louvor. (Isaías 42:8).
O poder não está no homem. Ele não é a fonte da ação e do milagre. O poder pertence a Deus. Os créditos do que acontece são somente para Deus. Se uma revelação sobre a vida de alguém ocorreu, o mérito é de Deus. Se alguém é curado, o mérito é de Deus; se um milagre aconteceu, o mérito é de Deus; se a reunião foi maravilhosa, o mérito é de Deus; se em algum lugar está-se tendo um avivamento o crédito é do Senhor. Devemos glorificar a Deus, mesmo que tudo isso esteja passando por um somente homem. O Senhor o está usando para abençoar. Glória a Deus por isso, pois ele teve misericórdia de muitas vidas.
O homem foi feito para glorificar a Deus e o colocar em um lugar de honra. Sendo assim, somos justos, pois é ele que realiza o feito e faz chegar a sua misericórdia ao povo. Deus levanta alguém na humanidade para transmitir as suas bênçãos e graça. O Espírito usa pessoas que, através de seus dons e palavras, levam milagres e curas aos outros.
Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (João 15:5).

Somente quando se está ligado a Deus é que a unção é derramada. Sem esse contato, o óleo deixa de ser canalizado para o homem. São necessárias a rendição do ministro diante de Deus e a sua busca de humildade para que o dom continue a passar por ele para tocar outras vidas. Quem controla o fluxo é o Senhor. Quem não está em comunhão com ele, não recebe o que é necessário para dar frutos.
Que sejamos como vasos destampados, prontos para receber o óleo fresco do dom de Deus que será derramado em prol dos seus projetos.
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Grande ferramenta de ajuda ao próximo é a intercessão, ou seja, a oração feita em prol das necessidades do outro. Uma das formas mais poderosas de amar ao próximo é orar por ele, suplicar ao Senhor para que possa estender a sua mão direita poderosa para ajudá-lo em suas necessidades. Quando o resultado da oração se manifesta, quem merece o crédito, aquele que orou ou quem realizou o milagre? Ambas as partes são importantes, mas o crédito é de quem realizou, ou seja, Deus. O resultado não aconteceu pelo poder da oração, ou seja, não emanou daquele que estava a suplicar, mas veio do Altíssimo, que, com o seu coração cheio de graça, realizou o feito. O intercessor é aquele que coloca a sua confiança em Deus e se humilha diante dele esperando a sua benevolência. A oração é uma atitude de confiança no Senhor, de crer que as suas mãos podem alcançar o próximo e realizar o que ninguém poderia realizar. Glória do feito é dada a Deus, somente a ele.
Jesus certa vez narrou uma história de dois homens que subiram ao templo para orar, o primeiro era fariseu e orava ressaltando a sua atitude de oração e jejum, de como era fiel em seu dízimo e como cumpria os requisitos da lei, se dizia superior ao que estava ao lado, um publicano. Este orava com a cabeça baixa por ter vergonha de si e suplicava pela misericórdia do Senhor. O Mestre ensinou que o fariseu não saiu justificado, mas o publicano sim. A oração não é lugar de soberbos, mas de humildes que estão dispostos a se rebaixar diante de Deus e reconhecer a sua soberania, que reconhecem a sua dependência de Deus e a necessidade do seu socorro. Quem se achega a Deus para se exaltar será humilhado, mas aquele que se rebaixa diante do Senhor, esse sim será justificado.
A oração não é uma ordem aos poderes celestiais, mas uma súplica àquele que tem todo o poder sobre os céus e a terra.
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Acredito que tudo isso pode ser entendido como a promessa retratada na parábola do filho pródigo. Após a sua volta, arrependido e disposto a obedecer, foi realizada uma grande festa pelo seu retorno. Mas isso não foi bem visto pelo outro filho, pois esse permanecia trabalhando e servindo, não desperdiçando o patrimônio do seu pai. A sua reclamação é que nunca se achou no direito de pegar um animal para festejar com os seus amigos. O pai nesse momento revelou uma das maiores promessas da Bíblia: Tudo que é meu é seu!
Disse o pai: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu”. (Lucas 15:31).
O texto não está dizendo que tudo foi dado ao filho, mas que tudo era compartilhado com ele, ou seja, não é do filho, mas está a sua disposição, embora continue na posse do Pai. Deus dá o direito de uso ao filho, mas este se deve lembrar que tudo é propriedade do Pai. E que se deve usar sabiamente, pois ele confia que é possível dar aos filhos e serem bem usados. O filho pródigo recebeu tudo e fez mal uso. Mas aquele que ficou, compartilhava tudo com o Pai e por isso não desperdiçou os recursos.
Deus compartilha os seus recursos, seus dons, virtudes e riquezas do Reino com os seus filhos. Quem é filho e servo receberá dos recursos dos céus para agir em favor dos propósitos de Deus. Devemos ter a compressão de que os bens estão a nossa disposição para quando necessitarmos. É vontade de Deus que sejam usados, desde que se saiba quem é o dono de tudo isso.
