Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. (Salmos 139:23).
Davi se rendeu, quando cuidava de ovelhas em um pasto, e encontrou o Senhor. Foi chamado pelo profeta e ungido para receber o Espírito Santo. Onde você está, se o seu coração desejar ardentemente se dobrar diante de Deus para recebê-lo, assim acontecerá na sua vida.

Não tente controlar o Senhor, não tente programar o seu encontro, deseje mais do que nunca estar perto dele e peça. O Espírito Santo está a escuta e satisfará o desejo do seu coração.
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As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. (2 Coríntios 10:4-5).
Um dos significados que eu obtive em um dicionário sobre a palavra rendição foi: Ceder. E o exemplo era: Quando vencido, a fortaleza se rendia. As portas da fortaleza eram abertas, e o vencedor entrava e tomava o domínio dela. Entende-se que cada um tem uma fortaleza em si: a sua vontade! Cada um é senhor de si, com o pleno direito de comandar a sua vida. A rendição é a permissão de entrada de Deus dentro da fortaleza, sem brigas e sem ser tomada à força. É ceder à vontade, abaixando as armas e permitindo que o outro lado vença. Para que a rendição aconteça, três coisas devem ser destruídas no ser humano: a fortaleza, os argumentos e a pretensão humana.
A fortaleza é essa proteção que cada um faz de si, impedindo o domínio de Deus. Ela não faz parte do reino de Deus. As leis não têm valor no seu interior da fortaleza, que toma suas próprias decisões. Assim, a vontade de Deus não é soberana dentro dela.

O argumentar pode ser infinito, ou seja, não ter fim, pois muitos não argumentam segundo a realidade, mas de acordo com linhas de entendimentos, que podem ser verdadeiros ou falsos. São os sofismas, capacidade de deturpar ou adulterar a sua informação para usar em prol de sua defesa! Quantos não usam a Bíblia adulterando o seu conteúdo para respaldar as suas atitudes erradas? O pior é que, além de adulterar, eles se arvoram em donos da verdade. Sofismas são acumulativos e cercam aqueles que rejeitam conscientemente ou inconscientemente a verdade. A rendição acontece quando decidimos não mais argumentar, mas nos entregar ao conhecimento de Deus. Jesus é a verdade, por maior que seja o nosso conhecimento, ele sempre estará certo e o seu conhecimento sempre será a verdade, a verdade que liberta.
Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. (Filipenses 3:8-9).
A pretensão, que vem do latim L. PRAETENDERE, que teria um significado de “estender à frente, alegar, colocar adiante”, seria algo como “vontade de” ou “irá fazer”. Temos pretensões de muitas coisas, de fazê-las a nossa maneira. Planejamos e executamos segundo a nossa vontade humana. A rendição destrói não somente o sofisma, mas também as suas pretensões. É semelhante a destruir as suas raízes e tudo que foi gerado com ela. É uma árvore que dará frutos ruins e tudo deve ser destruído.
Na Bíblia, temos muitos exemplos de pessoas rendidas, como Moisés, Abraão, Jonas e muitos outros. Quem de nós tomaria uma decisão extremamente importante de largar a sua mulher e filhos e voltar para um lugar em que outrora foi um assassino e fugitivo porque ouviu uma voz que saia de um arbusto? Quem de nós decidiria apresentar o seu filho em sacrifício porque Deus mandou? Quem de nós decidiria morrer para salvar vidas somente pela vontade de Deus? Quem de nós iria a uma cidade cheia de pessoas cruéis e sanguinárias para pregar o amor de Deus e a retidão? Em todos esses casos existe a ação conjunta do Espírito Santo juntamente com um homem com o coração rendido.
Em uma das minhas férias, decidi passar uma semana descansando em uma cidade chamada Caldas Novas, conhecida por suas águas aquecidas e por seu ambiente praiano, apesar de estar localizada no meio do país, a quilômetros do mar, bem no meio do cerrado. Como sou acostumado a viajar, lembrei que os preços executados em tais locais são exorbitantes. Então decidi me precaver: comprei antecipadamente o que eu iria consumir de bebidas em uma loja local de baixo preço em minha cidade; comprei um engradado de refrigerante, duas garrafas grandes de água mineral e achocolatado em caixinhas para o meu filho.
Ao chegar ao hotel, coloquei tudo em minha bolsa e entrei. E já no quarto, exatamente no momento que eu estava descarregando as bebidas e depositando no frigobar, minha esposa pegou o manual do quarto e disse: “Aqui está dizendo que é proibido trazer alimentos de fora!”. Parei, pensei e disse comigo mesmo: “Já comprei tudo, não dá para voltar atrás, vou consumir assim mesmo!”. Estava decidido a utilizar o que eu tinha trazido, não via nenhum problema nisso. Mas Deus me falou ao coração que eu estava errado e que era necessário obedecer às regras do local. Não importava se eram por mim vistas como justas ou injustas. Aquele hotel tinha regras e deveriam ser obedecidas. Relutei por algumas horas, mas, no final da noite, coloquei na bolsa tudo que havia comprado e guardei no carro. É melhor obedecer! Não é mais fácil, mas é melhor! Honrei o meu compromisso com o hotel, obedecendo às regras impostas, e honrei a Deus, ouvindo a sua voz, mesmo quando ela ia contra a minha vontade. Se somos capazes de ceder nas pequenas coisas, logo cedemos também nas grandes. Mas aquele que não cede nem em pequenas circunstâncias nunca se renderá a Deus, e a sua vida será sempre uma fortaleza a ser vencida.
